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Propriedades com menos de dez hectares cresceram 39% em MS



Aral Moreira - MS - Terça, 23 de Outubro de 2018
30/07/2018 14h15

Propriedades com menos de dez hectares cresceram 39% em MS

Agricultura familiar colaborou com a mudança nos últimos dez anos, segundo dados apurados pelo IBGE

Campo Grande News



Principal linha de financiamento contratada no Estado diz respeito a agricultura familiar. Foto: Aline Lira

Investimentos na agricultura familiar, durante os últimos dez anos, fizeram crescer o número de propriedades com menos de dez hectares em Mato Grosso do Sul. O dado, ainda parcial, integra o Censo Agropecuário 2017 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

No período, os estabelecimentos agropecuários com essa característica passaram de 13.398 para 18.631 (+39,05%), mas representam somente 2% do território do Estado ainda ocupado por áreas superiores a mil hectares (76,1%) e entre cem e mil (20,2%).

 

José Aparecido de Lima, coordenador técnico do censo, ressaltou que essas propriedades menores tratam-se de assentamentos rurais e também de produtores da agricultura familiar.

 

Linhas de financiamento contratadas por quem trabalha no campo, inclusive, demonstram que o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) tem atendido 60,61% dos 70.710 estabelecimentos agropecuários no Estado. Elas tem sido contratadas, basicamente, para custeio e investimentos na produção local.

 

Em Mato Grosso do Sul, no ano passado, foram aprovados 3.392 projetos pelas regras do Pronaf, totalizando R$ 106,3 mil destinados a pequenos, médios e grandes produtores.

 

Sobre a propriedade das terras, nos últimos dez anos houve o avanço do arrendamento de 5,2% para 11,6% sobre a área estadual de 29,1 milhões de hectares. Próprias somam hoje 69,8% do território e as concedidas por órgãos fundiários sem titulação definitiva são 20%.

 

Censo - Com a quarta maior área de estabelecimentos agropecuários no país, Mato Grosso do Sul apresentou problemas somente na coleta de dados na região do Pantanal, por conta de condições climáticas adversas e dificuldades de acesso na planície alagada.

 

O período de referência apresentado nessa parcial vai de 30 de setembro de 2016 a 1º de outubro de 2017, havendo a recusa de 134 dos 70.710 estabelecimentos pesquisados.

 

 

Tal estudo serve para nortear políticas públicas com base em dados como características das atividades agropecuárias, do produtor e do estabelecimento, economia e emprego no meio rural, pecuária, lavoura e agroindústria. Com sua atualização quinquenal, desde 1920, este acabou prejudicado em 2010 e 2015 devido a cortes orçamentários do governo federal.




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