André perde mais uma na Justiça e continua preso em Campo Grande



Aral Moreira - MS - Terça, 11 de Dezembro de 2018
03/09/2018 17h53

André perde mais uma na Justiça e continua preso em Campo Grande

Esse é o terceiro habeas corpus do trio que é negado pela Justiça.

Conjuntura Online



André foi preso na último dia 20. Foto: Divulgação

 Por 2 votos a 1,os desembargadores da 5ª turma do TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da Terceira Região (SP), decidiram nesta  segunda-feira (3) negar a liberdade ao ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB), o filho André Puccinelli Júnior e o advogado João Paulo Calves, presos desde o dia 20 de julho acusados de lavagem de dinheiro oriundo de corrupção.

 

O trio está preso desde o dia 20 de julho, após a Justiça acatar o pedido do MPF (Ministério Público Federal).

 

Esse é o terceiro habeas corpus do trio que é negado pela Justiça. Cogitando um possível indeferimento do TRF3, a defesa de João Paulo Calves, o advogado André Borges, disse que a defesa poderia recorrer da decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) com uma nova peça.

 

Votaram contra o habeas corpus de Puccinelli os desembargadores federais Maurício Kato e André Nekatschalow. O relator Paulo Fontes votou a favor a soltura do ex-governador do Estado.

 

Na semana passado o juiz Bruno César da Cunha Teixeira, titular da 3ª Vara Federal Criminal de Campo Grande, que aceitou o pedido de prisão preventiva contra o trio em julho, rejeitou a denúncia do MPF contra os mesmos.

 

De acordo com a decisão do magistrado houve falta de compreensão na peça acusatória, com descrição muito extensa e detalhada, tornando incompreensível o cerne da imputação.

 

Anteriormente, o trio tentou a liberdade no TRF-3, STJ (Superior Tribunal de Justiça) e desistiu de um recurso ingressado no STF (Superior Tribunal Federal).

 

Prisão

 

André Puccinelli, o filho e o advogado foram presos pela criação do Instituto Ícone de Estudos Jurídicos que, para o MPF (Ministério Público Federal), funcionaria para gerenciar dinheiro de propina.

 

JBS, a principal empresa investigada na Lava Jato, é suspeita de pagar a Puccinelli altas somas em dinheiro. O valor, segundo o MPF, ia para a conta da Ícone, depois era repassado a integrantes do esquema do ex-governador.

 

Em troca, a JBS era beneficiada com incentivos fiscais. A empresa seria de André Júnior, mas, no papel, quem seria o dono é o advogado João Paulo Calves, o “testa de ferro” da trama, conforme o MPF.




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