Impactada pela seca, colheita da soja é iniciada na região



Aral Moreira - MS - Domingo, 20 de Janeiro de 2019
10/01/2019 07h11 - Atualizado em 10/01/2019 08h13

Impactada pela seca, colheita da soja é iniciada na região

Em área plantada com a oleaginosa em Coronel Sapucaia produtor colheu 15 sacas por hectares, quando a média do ano passado variou entre 50 e 64.

Vilson Nascimento/ A Gazeta News



Máquina colhendo soja em Coronel Sapucaia na sexta, dia 4. Produtividade média foi de 15 sacas/há, segundo o produtor. 10 sacas por hectare é para o pagamento pelo arrendamento da terra. Foto: Vilson Nascimento

Por conta do atraso no plantio devido as chuvas, grande parte das lavouras ainda estão em fase de amadurecimento do grão em Amambai e toda a região, mas já a caso de produtores que conseguiram plantar mais cedo já estão colhendo a soja da safra 2018/2019.

 

Chuva em excesso que atrapalhou o plantio e seca no período de desenvolvimento da planta e da formação do grão, aliado ao um forte calor, as lavouras apresentaram queda de produtividade.

 

As perdas variaram de região por região e de lavoura para lavoura. Alguns produtores acumularam perdas maiores, mas outros, que plantaram um pouco mais tarde, acabaram beneficiados pela chuva que voltou a cair a partir da segunda quinzena do mês de dezembro e as perdas foram amenizadas.

 

A reportagem do grupo A Gazeta acompanhou na sexta-feira passada, 4 de janeiro, a colheita de uma área plantada na região de Coronel Sapucaia.

 

Enquanto a produção média na safra 2017/2018 na região variou entre 50 e 60 sacas por hectares e Amambai atingiu a média recorde de 64 sacas/há, o produtor em Coronel Sapucaia estava colhendo na sexta-feira uma média de 15 sacas/há e, segundo ele, dez sacas/há seriam destinadas para pagar o arrendamento da terra.

 

O produtor rural disse ter acionado o seguro para não ficar no vermelho e espera obter lucro em outras duas áreas plantadas mais tarde, uma na divisa com o município de Amambai e outra em território paraguaio, onde as lavouras foram menos afetadas pela estiagem prolongada.

 

Na área em questão, o produtor retirava a soja com a colheitadeira a frente e já preparava o solo para plantio do milho safrinha, que segundo ele será plantado em consórcio com capim braquiária.

 

De acordo com o produtor rural a aposta é que a braquiária, como forrageira, ajude a proteger o solo e manter a umidade por mais tempo em caso de uma nova seca no período de cultivo do milho de segunda safra.




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