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Diabetes mata mais em países pobres e em desenvolvimento



Aral Moreira - MS - Quarta, 15 de Julho de 2020
16/11/2010 10h37

Diabetes mata mais em países pobres e em desenvolvimento

Divulgação / admin



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que quase 80% das mortes por diabetes no mundo ocorrem em países pobres e em desenvolvimento. Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença. A estimativa é que o número de mortes dobre na próxima década.

O número de diabéticos no mundo passa de 250 milhões, diz a Federação Internacional de Diabetes. A entidade, ligada à OMS, alerta: se não forem implantadas políticas de prevenção eficientes, em 2025, o número pode a chegar a 380 milhões. No Brasil, estima-se em 10 milhões o número de diabéticos, sendo 7,6 milhões os acometidos pelo tipo 2 da doença, o mais comum e o único que pode ser evitado.

Segundo o Ministério da Saúde, o número dos portadores desse tipo de diabetes equivale a 5,8% da população com mais de 18 anos. Levantamento recente do mnistério constatou que o maior número de pessoas com o tipo 2 da doença está na Região Sudeste, cerca de 3,5 milhões de pessoas, sendo 2,06 milhões no estado de São Paulo.

Na edição deste ano da campanha do Dia Mundial do Diabetes, comemorado ontem, organizações médicas internacionais garantiram que é possível prevenir a doença. O diabetes tipo 2 consiste no aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue. Os principais sintomas são sede e fome excessivas, vontade constante de urinar, perda de peso, cansaço, infecções regulares, visão embaçada, dificuldade de cicatrização de feridas e formigamento nos pés.

No entanto, a maioria das pessoas não reconhece esses sintomas como relacionados ao diabetes e procuram atendimento médico tardio – o que levou a doença a ser considerada pela OMS uma epidemia silenciosa.

“Quase metade dos diabéticos não sabem da sua condição, porque a doença não incomoda. Só descobrem quando fazem o exame de sangue”, diz a presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, seccional do Rio de Janeiro, Lenita Zadjdenverg.

A doença atinge pessoas na faixa etária acima de 40 anos, obesas e com histórico familiar. Para a prevenção, Lenita recomenda alimentação saudável – com mais verduras e frutas e menor consumo de sal e de alimentos gordurosos – e a prática de exercícios físicos. “A população deve entender que é possível prevenir a doença e conviver com ela.”

Não há cura para o diabetes, mas tratamentos podem aliviar as consequências. O avanço do diabetes eleva o risco de aparecimento de doenças cardíacas, de amputação das pernas, de cegueira e de partos prematuros. De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe do diagnóstico e remédios para a doença.

O diabetes tipo 1, com menor incidência, consiste na destruição das células produtoras de insulina, pois o organismo as identifica como corpos estranhos. A doença surge quando o indivíduo deixa de produzir insulina. Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1, mas algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. No entanto, outras têm os genes e não têm diabetes. O tipo 1 é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos, embora a doença possa surgir em qualquer idade.

Os sintomas mais comuns são fome frequente; vontade de urinar várias vezes; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

O tratamento contra o diabetes pode ser feito gratuitamente na rede pública de saúde.

Em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, 80 monumentos brasileiros foram iluminados ontem - entre eles, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.




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