Cerca de 300 pessoas de Aral Moreira participam de manifesto em Nova Alvorada do Sul
JOELSO GONçALVES
— 1522
Joelso GonçalvesAral Moreira (MS) - Pelo menos 300 pessoas, entre produtores rurais, comerciantes e representantes dos mais diversos segmentos sociais de Aral Moreira, participaram na última sexta-feira (14), em Nova Alvorada do Sul, do grande manifesto pacifico, em protesto ao descaso com a questão das demarcações de terras indígenas no estado.
Durante a mobilização “Onde tem justiça, tem espaço para todos”, que aconteceu no trevo de Nova Alvorada do Sul, entroncamento entre as BRs 163 e 267, que dão acesso ao estado de São Paulo, cerca de cinco mil produtores participaram do manifesto. Na ocasião, foram entregues panfletos e sementes de hortaliças, com o objetivo de sensibilizar as autoridades e a opinião pública sobre a questão.
De Aral Moreira, os produtores e representantes de diversos segmentos do município seguiram para Nova Alvorada do Sul por meio de ônibus disponibilizados pelo Sindicato Rural de Aral Moreira. Além do comboio de ônibus, dezenas de produtores rurais seguiram para o local com veículos próprios.
Para o diretor tesoureiro do Sindicato Rural de Aral Moreira, Carlos Alberto Ramiro, que representou a entidade na manifestação, o movimento pacifico foi positivo e alcançou os objetivos dos produtores, chamando a atenção do Governo Federal e da população em geral para a questão. “A mobilização de mais de 5 mil pessoas mostrou a união e a força dos produtores rurais e representantes da sociedade civil, que cobra uma solução definitiva para a questão das demarcações que vem preocupando todo o Estado”, disse Ramiro.
A vereadora Marinês de Oliveira, que vem representando os interesses dos produtores rurais na Câmara Municipal de Aral Moreira e junto ao poder público em geral, parabenizou a manifestação e destacou a mobilização dos aral-moreirenses para chamar a atenção de autoridades e público em geral. “Parabenizo a todos que participaram do manifesto pacifico. Força e união foram os grandes diferenciais dos produtores mostrados durante o ato, e esperamos que conscientize a nossa presidente sobre a questão, e que nos proporcione mais segurança nos campos”, destacou.
Comércio – No município, boa parte do comércio fechou às portas durante a manifestação dessa sexta-feira (14), em apoio à Mobilização Nacional Pacífica de Produtores Rurais, realizada em protesto ao descaso com a questão das demarcações de terras indígenas no estado.
Para Aline Aguiar, proprietária da Amoreira Materiais para Construção, uma das empresas da cidade que aderiu ao protesto e fechou as portas na sexta-feira, a questão de demarcação de terras não é um problema somente dos produtores rurais, mas de todos os segmentos. “Não só os produtores, mas todas as classes profissionais devem se envolver nesta manifestação. A economia de nossa cidade dependente 100% do agronegócio. Por isso estamos juntos com a classe dos agricultores, lutando para que os governantes assumam seus papéis junto à sociedade, não deixando que afete o direito de cada um”, disse.
Além do comércio e empresas privados do município, os órgãos públicos municipais também se solidarizaram com os produtores rurais e fecharam as portas no dia 14, funcionando apenas com os serviços essenciais. As duas maiores empresas do ramo do agronegócio no município, Coamo e Lar, também paralisaram suas atividades.